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A evolução dos dispositivos de comunicação

Por 26/11/2016agosto 1st, 2020Nenhum comentário

Em papel

O começo dos dispositivos de comunicação em massa, só foi possível graças a invenção da prensa de impressão, na qual era possível realizar diversas copias de algum conteúdo com uma velocidade incrível para a época. Lembrando que até então as cópias eram realizadas manualmente.

Por conta dessa nova tecnologia, iniciou-se a rapidez na distribuição das informações oferecidas, primeiro em formato de livros e logo depois de jornais.

Os jornais mudaram a maneira de como as informações eram consumidas, o que na época da prensa poderia demorar dias ou até meses, agora chegavam diariamente para os leitores.

O rádio

Com a invenção do radio, tivemos um salto, de notícias locais para distribuição em massa das informações. Agora era possível ouvir as informações em tempo real, notícias, música, novelas, jogos… O futebol foi, e ainda é, um dos eventos de maior audiência para o radio. Não só por que o rádio foi difundido mundialmente, más tambem porque ele faz o ouvinte soltar sua imaginação. Ainda hoje encontramos pessoas que preferem ouvir um jogo pelo rádio do que ver pela TV.

No Brasil o rádio ainda é líder de audiência no período da tarde. Muito o porque no interior é presente massivamente e ainda há o habito de deixar o rádio ligado durante o dia.

Os radialistas ajudam muito nesse processo de criar a imaginação no ouvinte, falando de forma agressiva e com emoção em suas locuções.

Afinal você querer transmitir uma imagem por fala não é uma tarefa fácil.

A TV

Uma imagem vale mais do que mil palavras. – Confucio

Pura verdade! Após a chegada da TV para o mundo, sua difusão foi 10x mais rápida do que o rádio. A TV foi algo mágico para o mundo, onde todos se reuniam para assisti-la.

O que começou com pouquíssimos canais e uma programação somente exibida em alguns horários, hoje se tornaram milhares de canais, muitos segmentados cada vez mais em nichos. Quer assistir um canal só de Pesca? Tem! Somente sobre snowboarding? Também tem. Desenhos mangas, saúde para obesos, crianças que desfilam em passarela, porno com os pés, enfim existem canais de tudo!

A CNN foi o primeiro canal 24 horas somente de notícias. Desacreditava por outros canais na época, se tornou o maior veículo de notícias do mundo.

Até então os canais que exibiam noticiários, tratavam em seus programas somente sobre conteúdos sérios e bem apurados.

A CNN teve problemas em seu início para achar conteúdos relevantes para o canal, até que algo inesperado mudou o mundo das notícias.  Após exibirem ao-vivo uma perseguição de carros, que teve altos índices de audiência, eles perceberam que notícias do dia-a-dia estavam mais próxima da realidade das pessoas. Premiação de gatinhos, casos de trágedia policial, a maior abobora do mundo… enquanto os telejornais da época desprezavam esses conteúdos, a CNN investiu neles, e mudou a forma de fazer jornalismo.

Streamming on demand

Mesmo com tanto canais para assistir, as pessoas não  estão só buscando conteúdo personalizado. Os tele-espectadores quem ver conteúdo quando desejarem.

Canais como Netflix, Amazon, Hulu, que oferecem esse tipo de serviço (streamming on-demand) estão liderando os índices de audiência. O Netflix atualmente é o canal com mais audiência no mundo, no Brasil já passou o SBT de faturamento e nos EUA é responsável pela queda de 50% na audiência da TV normal.

As pessoas querem ver o que quiserem, quando quiserem, onde quiserem.

Novos dispositivos

A TV deixou de ser um aparelho que fica na sua sala, agora está nos celulares, geladeiras e em uma gama de dispositivos diferentes. Ela deixou de somente exibir imagens, para se tornar um computador facilitador da sua vida, com diversos recursos como exibir sua agenda e até sugerir a compra dos alimentos em falta.

Um dos grandes problema da TV, é que você tem que assistir em algo, na TV de sua sala, no celular… Uma das evoluções da TV é tentar cada vez mais incorporar ela ao seu corpo.

Hoje já temos o Google Glass, que é um óculos feito para ser utilizado no dia a dia, que projeta uma imagem em sua lente. Apesar de não exibir filmes, ele exibe informações como e-mails, chamadas de celular e até informações sobre a pessoa que você está vendo. Mesmo assim ele ainda é um gadget grande.

A próxima geração de telas, será via lentes de contato. Hoje em dia já temos alguns experimentos em andamento, más muito aquém do ideal para comercialização. As lentes em testes são com resoluções muito baixa, e exibem somente pixels borrados. O ideal é que elas sejam com resoluções imperceptíveis ao olho humano. Um dos maiores desafios é como inserir milhões de pixels e os processadores de computador em algo tão pequeno e maleável.

O futuro da imagem

Todas nossa sensações do mundo são controladas pelo nosso cérebro, a temperatura que você sente, o tato, o cheio, o paladar e até mesmo sua visão.

Já temos a tecnologia para medir ondas cerebrais e identificar alguns padrões. A tecnologia atual ainda não é perfeita, na verdade ela é falsa, identificamos padrões de ondas associadas a alguma ação, como por exemplo mexer o braço direito para cima e para baixo. Ainda não somos capazes de identificar exatamente as nossas experiências, como por exemplo você poder ver uma memória do passado ou controlar a identificação da temperatura pelo seu corpo.

No futuro seremos capazes de introduzir ondas cerebrais específicas, direto em nosso cérebro, como por exemplo inserir a sensação de estar no Polo Sul, com frio, vento e até mesmo se ver lá.

Quando esse momento chegar, você não só irá ver a algo, mais sim terá uma imersão e experiência completa. Imagine assistir a um filme onde você estará no local, sentindo e vivenciando tudo; talvez até controle o roteiro do filme.

Está página é elegantemente decorada com as fotos de Daan Stevens.
Clique sobre as imagens para vê-las em tamanho grande.
Tiago Nicastro

Tiago Nicastro

Digital thinker, spacetime enthusiast, human-life philosopher, techno lover, love all-art-kinds and believes that AGI's cames for bettering the world. Work for a digital world made for humans, one qubit at a time.

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